Sadi Consati, de O Boticário, fala sobre o atual posicionamento da linha Make B.

Foto: José Somensi

Consultor de maquiagem de O Boticário, Sadi Consati esteve em Florianópolis na última terça-feira para apresentar os lançamentos e a nova campanha da linha Make B. Com o conceito “Não Preciso, Mas Quero”, a campanha é estrelada por Gisele Bündchen – aliás, é a primeira vez que a modelo participa de uma publicidade para uma marca de cosméticos brasileira. Bati um papo com Sadi, que trabalha com O Boticário há 22 anos, sobre o atual momento e as tendências do universo da maquiagem. Confira:

A linha Make B. não tem apenas novos produtos, está com uma nova roupagem, né? Quais as novidades?

A linha foi criada em 2010. Chegou o momento de fazer uma grande mudança, uma atualização da marca. Não são só produtos novos. A reformulação acontece também nas embalagens, com um novo conceito, mais clean. Mas a gente continua a parceria com a Swarovski, ou seja, temos um cristal Swarovski nas embalagens exclusivas. Isso agrega bastante, é um luxo que coroa o produto. E as consumidoras que gostam disso dão muito valor. A gente também fez atualizações e melhorias em fórmulas de produtos já existentes e de sucesso. Deixamos eles ainda melhores. Além de termos produtos novos, com formulações e cores novas, principalmente para a boca.

A nova campanha traz o mote “Não Preciso, Mas Quero”. Pode explicar mais esse conceito?

A gente pegou duas ondas. Uma delas é o empoderamento feminino. Estamos em um momento em que as mulheres estão descobrindo essa força e conseguindo se expressar, sem nenhuma obrigatoriedade e sem ser da forma que as pessoas acham que deve ser. Gosto de citar um exemplo polêmico. Se a mulher gosta de depilar as axilas, ela vai depilar. Se não gosta, ela não tem nenhuma obrigatoriedade. Essa questão do empoderamento dá o poder para a mulher decidir o que é bom para ela. As mulheres negras também estão descobrindo o poder dos seus cachos, por exemplo. Há uma valorização de beleza natural. E na maquiagem a gente quer que seja assim também. Se tem algum dia que você não quer usar, não use. Se algum dia quiser se montar, faça isso. Você tem o direito de usar o que quiser, no momento que quiser. E a outra inspiração é a No Make Up, uma onda de usar uma maquiagem que parece que você não está usando, com um efeito mais leve e natural. E aí a gente criou o conceito. Eu não preciso, mas eu quero usar. É fantástico.

Esse discurso é bem atual, porque antes havia essa ideia de que a maquiagem era cheia de regras. Agora é menos regras e mais liberdade?

Exatamente. Finalmente, a gente está podendo não ter que se moldar a coisas que não combinam com a gente. Isso está claro nas tendências de moda e beleza. Antes, acabava uma semana de moda e tinha uma lista rígida do que seria tendência. Hoje as marcas abriram, você tem mil tendências em uma estação e se adequa àquela que é sua cara. Na maquiagem queremos a mesma coisa. Que você a adeque ao seu estilo e a sua forma de viver, e não que se torne uma escrava e faça tudo da forma como os outros acham que tem que ser feito.

Fotos: José Somensi

Como você percebe a reação das mulheres que são fãs de maquiagem?

É muito além do esperado. Quando a gente conta essa história do “Não Preciso, Mas Quero”, existe um sorriso, um certo alívio. Uma marca de cosméticos está falando isso. Como uma marca de maquiagem está dizendo que eu não preciso usar maquiagem? É uma atitude corajosa, mas extremamente positiva, que te tira um peso das costas e te dá liberdade. A identificação é de 100%. É um hino ao direito a ser o que você quiser.

E como rolou o convite para a Gisele?

Eu ainda não estou acreditando. É um presente ter Gisele conosco por vários motivos. Primeiro porque ela representa a beleza dos anos 2000. A beleza dos anos 1960 era a Twiggy. Nos anos 1970, Farrah Fawcett. Já nos anos 1980, a Madonna, aquela extravagância toda. E nos anos 1990, Linda Evangelista, Naomi Campbell, Kate Moss. E nos anos 2000… estamos em 2018 e a beleza de Gisele continua. Essa beleza natural, linda, espontânea. Uma beleza saudável, responsável, que conversa com o universo, com a terra, com as defensora dos animais e de todos. É muito a cara do Boticário. A gente escolheu ela mas ela também nos escolheu, porque hoje ela escolhe as marcas com as quais quer trabalhar. Quando a gente mostrou a campanha, ela ficou super: “Isso aqui é a minha cara”. Ela fala no depoimento: “Eu não preciso”. E vamos combinar, se alguém não precisa é a Gisele. Mas ela usa. Estamos muito honrados.

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Assista ao workshop com o consultor de maquiagem Sadi Consati, de O Boticário

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