Samara Felippo desabafa sobre cesáreas e reacende debate sobre violência obstétrica

A atriz conta que fez duas cesáreas e acredita que, embora “a cirurgia salve vidas todos os dias”, segundo ela, as que passou não foram necessárias

Foto: Instagram/Reprodução

Samara Felippo compartilhou um texto no Instagram desabafando sobre sua experiência nos partos das filhas, Alicia, 9 anos, e Lara, 5. A atriz conta que fez duas cesáreas e acredita que, embora “a cirurgia salve vidas todos os dias”, segundo ela, as que passou não foram necessárias.

O post foi escrito após Samara ter assistido, com a também atriz Carolinie Figueiredo, ao documentário O Renascimento do Parto. O filme que aponta o excesso de cirurgias desse tipo no Brasil e mostra relatos emocionantes de mães que sofreram violência obstétrica, um tipo de agressão que pode ser física ou verbal, tanto durante o parto quanto no pré-natal.

“Parava no meio (do filme) para dividir minha angústia com a Carol, mas nada do que ela falava cessava minha mágoa e frustração por, sendo uma mulher saudável, jovem, ter sido induzida a fazer duas cesáreas completamente desnecessárias”, escreveu Samara.

“Hoje repenso se tenho raiva de mim por ter feito escolhas erradas ou do médico, mas fui eu que escolhi. E sempre nos nossos papos, eu e Carol, conversamos sobre isso. Eu digo (na verdade para tentar minimizar essa culpa) que temos o direito de escolher como queremos parir. E o que a Carol sempre questiona comigo é: Será que escolhemos cesárea se tivermos as informações, a dose de autoestima e empoderamento para conduzir como nossos filhos vêm ao mundo?”, completou.

Carolinie Figueiredo compartilhou o post da amiga e elogiou sua atitude: “Ela é corajosa e fala coisas que penso há um tempo, mas não me atrevo a dizer”.

O post causou grande repercussão na rede social e muitas mães se solidarizaram com Samara, expondo também relatos sobre violência obstétrica e a falta de informação em relação ao parto.

“Mesmo tendo informação, fiquei com medo quando o médico disse: você é doida de esperar mais? Resultado, fiz uma cesárea e me sinto covarde! Mas também estou trabalhando isso”, desabafou uma seguidora. “Imagino (ou não) como você se sente. Tive a sorte de assistir este documentário antes do meu parto e já fiquei em choque, imagino você que foi enganada como se sente. Sinta-se acolhida! Parabéns para usar sua influência para o bem”, elogiou uma fã.

Uma seguidora comentou que a atriz deveria falar também sobre a própria violência obstétrica e sugeriu que Samara não vivesse este tipo de situação. Pelo Stories, ela falou sobre o assunto:

— Não é porque eu sou uma pessoa pública que eu não vou sofrer uma violência obstétrica. Todas nós, quando não nos informamos, sofremos violência obstétrica sem saber. Te proibir beber uma água é violência, te levar de cadeira de rodas, não deixar você andar, se locomover, é violência. A gente pode ir para as mais profundas desde o fórceps até a episiotomia.

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