Curta catarinense conta a história de mulher trans que reencontra a mãe

"Selma depois da Chuva", dirigido por Loli Menezes, com roteiro de Renato Turnes, terá pré-estreia nacional em Florianópolis nesta quarta-feira

Selma Light no curta (Fotos: Divulgação)

Selma é uma mulher trans que construiu sua vida afastada da família. Um dia ela recebe um chamado para ir ao encontro de sua mãe idosa, que sofre de Alzheimer e precisa de tratamento. Nesse encontro, perdidas entre memórias confusas, as duas mulheres lembram dores e desejos esquecidos, e revisitam culpas e afetos perdidos.

Essa é a sinopse do novo curta da Vinil Filmes, Selma depois da Chuva, dirigido por Loli Menezes, com roteiro de Renato Turnes, que terá pré-estreia nacional em Florianópolis nesta quarta-feira, dia 27.

O projeto foi primeiro lugar no edital do Ministério da Cultura, na categoria Carmem Santos, que premia diretoras mulheres. Por isso, Loli fez questão de montar a equipe técnica composta majoritariamente por mulheres.

O curta trata de duas temáticas latentes: transgênero e velhice. Na relação das duas personagens, tolerância e aceitação são os temas principais.

— O momento em que estamos vivendo no Brasil, de crise e conservadorismo, Selma depois da Chuva é um filme urgente — defende Loli.

O curta será exibido no Cinema do CIC, dia 27 de março, às 20h. O evento conta com o apoio do MIS-SC. A entrada é gratuita.

Equipe é formada majoritariamente por mulheres

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