Agosto começa com a Semana Mundial do Aleitamento Materno

De 1° a 7 de agosto, profissionais da área da saúde, formadores de opinião, hospitais e inúmeras mulheres discutem esse tema tão importante e capaz de diminuir a mortalidade infantil drasticamente

aleitamento materno
Foto: Felipe Carneiro

A coluna dessa semana homenageia a Semana Mundial do Aleitamento Materno, estabelecida em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e atualmente um dos movimentos mais importantes em defesa do tema em mais de 120 países do mundo.

De 1° a 7 de agosto, profissionais da área da saúde, formadores de opinião, hospitais e inúmeras mulheres discutem esse tema tão importante e capaz de diminuir a mortalidade infantil drasticamente.

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Estudos realizados na África alertam para a queda de mais de 20% na mortalidade neonatal com a introdução da amamentação na primeira hora de vida além de evitar um milhão de mortes de bebês por ano.

Números importantes que devem ser debatidos e discutidos por todos nós, como sociedade. É extremamente importante inserir o círculo familiar dentro desse contexto para que todos estejam dispostos a apoiar e ajudar a recém mãe tão cheia de dúvidas, inseguranças e medos.

Uma enxurrada de opiniões, normalmente sem relevância diante da imensidão de casos e diferenças existentes em cada relação mãe-bebê acaba desestimulando, intimidando e confundindo a mãe e, consequentemente, prejudicando a manutenção da amamentação.

As dificuldades existem. Dói, fissura, pode empedrar. As vezes sangra, o mamilo atrapalha e com a vizinha é bem mais fácil. Mas, a persistência é, com raras exceções, fundamental e importante para um desfecho feliz. Não basta a vontade da mãe e a informação da importância das vantagens do aleitamento materno se a mulher não estiver inserida em um ambiente favorável à amamentação, incluindo o apoio familiar e de profissionais competentes.

O aleitamento materno é essencial para a saúde da criança. O leite humano apresenta comprovadas formas de redução e controle do surgimento de doenças na infância com repercussões inclusive sobre a vida adulta dos indivíduos que receberam tal alimento.

Atualmente é recomendado o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida do bebê, sem adição de qualquer outro alimento como sucos, chás ou mesmo água. E deve ser mantido como complemento até os 2 anos de vida. Infelizmente, no Brasil a média de amamentação é 10 meses, e de amamentação exclusiva, de apenas 23 dias.

Dentro desse contexto, inúmeras famílias enfrentarão dificuldades relevantes e que devem ser devidamente analisadas por profissional habilitado para a decisão do abandono da amamentação. E calma, você não será menos mãe por isso! Caso essa seja a sua necessidade e você estiver zelando pela sua saúde e a do seu bebê, abrace essa ideia e seja feliz.

Confie no profissional que acompanha você, confie em você, esgote as suas possibilidades e tentativas e esteja certa de estar fazendo sempre a melhor necessária.