Sexta-feira 13: confira cinco histórias sinistras da Grande Florianópolis

Foto: Guto Kuerten, Mar/2013

Não faltam prédios históricos, ruas famosas e até pontos turísticos, como a Ponte Hercílio Luz, em que há relatos de pessoas que garantem ter visto coisas macabras. Não precisa ser supersticioso e acreditar em histórias horripilantes contadas na sexta-feira 13 ou no Halloween, mas é impossível não se arrepiar com algumas delas.

1 – Ponte Hercílio Luz

Ivo Pelegrini, 81 anos, trabalhador mais antigo da ponte Hercílio, contou em reportagem publicada no Caderno Nós, no Diário Catarinense, que tem um motivo pra sempre sair da estrutura antes das 18h, todos os dias.

– A gente ajudou a fazer o canteiro, ali onde era o cemitério. Depois aparecem algumas coisas por causa disso. Algumas coisas que assustam. Não é lenda não, é sério mesmo. De vez em quando a gente vê, quem anda de noite na ponte vê. Melhor sair antes de escurecer – conta, aos risos, que não dá pra saber se são bom humor ou nervosismo.

2 – Palácio Cruz e Sousa

Foto: Daniel Conzi/Diário Catarinense

No Palácio Cruz e Sousa, no Centro de Florianópolis, há quem ainda veja perambulando pelo local uma mulher de vestido azul, também depois das 18h. A história foi contada em reportagem sobre o roteiro cultural Floripa Misteriosa, no jornal Hora de Santa Catarina.

3 – Largo da Catedral Metropolitana

Foto: Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Para quem curte histórias de amor com fim trágico, há o relato da noiva que foi abandonada no dia do casamento e correu da Catedral Metropolitana, no Centro da Capital, até o prédio rosa onde hoje funcionam as lojas Marisa para flagrar o noivo com outra. Ao sair do local desesperada, rolou da escada e faleceu, porém até hoje assombra o prédio:

— Ela aparece principalmente para as mulheres que estão sendo traídas, como um alerta para elas — disse uma das personagens do roteiro cultural Floripa Misteriosa, criado pelos historiadores do grupo Floripa Dazantiga.

4 – O lobisomem de Potecas

Uma das histórias mais comentadas de lobisomem por antigos moradores de São José, na Grande Florianópolis, e que foi relatada no livro “São José: 250 anos”, de Vilson Farias, é de um causo que foi ouvido pelas bandas de Potecas: “Um rapaz foi atacado pelo lobisomem. O rapaz cortou o lobisomem com um canivete, quebrando o encanto. O homem (lobisomem) foi descoberto e fingiu felicidade por se livrar do feitiço. Agradeceu o rapaz e disse que o esperasse, que iria buscar um agrado para compensá-lo. O rapaz desconfiou, tirou a capa e o chapéu que estava usando, colocando-os num pau fincado no meio da estrada. O ex-lobisomem voltou com uma espingarda e atirou na capa, imaginando ser o rapaz (que observava escondido na mata). O rapaz fugiu e contou aos amigos quem era o lobisomem, que acabou indo embora”. A história também foi contada em reportagem publicada na Hora de Sata Catarina.

5 – Casa de Câmara e Cadeia de São José

Foto: Betina Humeres/Diário Catarinense

Outro lugar cheio de mistério é a Casa de Câmara e Cadeia de São José, que hoje está revitalizada e abriga a Casa da Cultura de São José. No período colonial, era nessa estrutura onde eram tomadas as decisões, e no seu subterrâneo, ficavam as celas. A Casa fica no Centro Histórico e foi construída em 1859. Eis um fato descrito no livro Sinfonia Poética e Prosa, da Academia São José de Letras. “O caso de mais notoriedade foi o que se deu em 10 de agosto de 1921. Estava cumprindo pena em uma das celas, a primeira ao lado esquerdo, o famoso condenado Domingos Brocato. Fora protagonista, em Lages, no ano de 1902, de um crime, talvez o mais famoso de Santa Catarina. (…) Brocato assassinou Ernesto Canozzi e Olinto Pinto Centeno, duas pessoas muito conhecidas e queridas na sociedade lageana. Esse acontecimento ficou conhecido como A Tragédia do Caveiras. Após ser preso, veio cumprir pena na penitenciária estadual em Florianópolis. Posteriormente foi transferido para a cadeia de São José, onde desentendeu-se com outro prisioneiro, conhecido por João Ruivo, sendo que esse o matou a pauladas enquanto dormia”. A história é curiosa até hoje e dá calafrios em muita gente. Tem quem garante que o a alma da vítima continua ali.

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