Sexualidade é um dos indicadores de qualidade de vida

Uma grande queixa de consultório, e também muito relacionada na literatura, é a dispareunia – nome que designa a dor durante a relação sexual

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A sexualidade é, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos indicadores de qualidade de vida. E ela não envolve apenas os órgãos genitais, mas também aspectos mentais e corporais.

Neste contexto, as disfunções sexuais femininas ganham destaque, inclusive pela alta prevalência, atingindo aproximadamente 40% das mulheres entre os 18 a 59 anos.

Uma grande queixa de consultório, e também muito relacionada na literatura, é a dispareunia – nome que designa a dor durante a relação sexual principalmente durante a penetração vaginal e que pode ser superficial ou profunda.

A causa mais comum é a diminuição da lubrificação vaginal, normalmente resultado de pouco estimulo pré-relação – as famosas preliminares. Ainda assim, algumas outras causas como a menopausa, o pós-parto e o uso de alguns medicamentos podem refletir em secura vaginal, devido à ação hormonal, e dificultar a vida sexual da mulher.

Uma causa importante e ainda cheia de tabu e dificuldade de diagnóstico é o vaginismo, resultado da contração involuntária do assoalho pélvico impedindo a relação sexual, a penetração e o orgasmo. Inúmeras mulheres percorrem vários ginecologistas relatando essa queixa e em alguns casos recebem aquela “brilhante” resposta: é coisa da sua cabeça. Não é, não! O vaginismo, quando idealmente tratado, reflete em prazer sexual adequado e satisfação do casal.

As infecções vaginais como a candidíase, a vaginose bacteriana e vários outros agentes causadores de sintomas vaginais também podem refletir em dor na relação sexual e ter ainda outros sintomas associados, como os corrimentos. Após a identificação correta e tratamento adequado, o problema é totalmente resolvido.

Enfim, uma vasta lista de doenças pode ser responsável por este sintoma e merece investigação e tratamento adequado diante das consequências destrutivas para os relacionamentos afetivos, auto-estima e saúde da mulher.

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