Síndrome de Guillain-Barré: saiba o que é a doença de Rochelle, da novela Segundo Sol

Entre 2015 e 2016 número de casos do problema aumentou no país em função do surto do zika vírus

Síndrome de Guillain-Barré
Doença afeta os nervos periféricos, responsáveis por enviar comandos de movimento ao resto do corpo. Foto: Arte ZH / Arte ZH

Depois de se tornar conhecida em função do surto de zika vírus no país, em 2016, a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) volta à cena. Desta vez, em horário nobre da televisão aberta: a personagem Rochelle (Giovanna Lancellotti), da novela global Segundo Sol, descobrirá que sofre da doença nos próximos capítulos. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, o diagnóstico virá depois que a personagem for levada para o hospital para fazer curativos após uma queda.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune rara, que geralmente se desenvolve após infecções bacterianas e virais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, no mundo, ocorrem entre um e dois casos a cada 100 mil habitantes. Ela não tem cura e os tratamentos usados podem apenas acelerar a redução dos sintomas.

Em dezembro de 2015, a OMS emitiu um alerta global em que associava o zika ao aumento de implicações neurológicas, incluindo a Guillain-Barré. Em 2013, com o surto do vírus, a região da Polinésia Francesa — onde houve um aumento em 20 vezes do número de casos do zika — registrou que, entre as síndromes neurológicas seguidas da infecção pelo zika, a SGB era a mais comum.

A doença afeta os nervos periféricos, que conectam o cérebro com a medula espinhal, responsáveis por enviar os comandos de movimento para o resto do corpo, e se desenvolve quando o sistema imunológico passa a produzir anticorpos contra a bainha de mielina, revestimento que garante o bom funcionamento dos nervos. Quando essa estrutura é danificada, a capacidade de realizar movimentos básicos é comprometida. Rapidamente, a evolução da doença pode causar a total paralisia do corpo, incluindo a face e os músculos da respiração, como o diafragma. O risco de morte não chega a 10% das vítimas da doença.