Sobrenatural – A Última Chave: novo filme da franquia reafirma a tendência do terror

Por Andrey Lehnemann

Quando escrevi sobre Annabelle 2, eu havia afirmado categoricamente que James Wan é um gênio. O cineasta/produtor malaio, que dirige Aquaman neste ano, vem pavimentando um terreno mainstream para filmes de terror que poucos foram capazes. Desde que fez sucesso com Atividade Paranormal, Oren Peli tentou trilhar esse caminho, mas sem grande êxito. As únicas referências atuais do diretor são exatamente as parcerias que faz com Wan, como o caso da produção de Sobrenatural.

No primeiro filme, após perceberem que estavam sendo assombrados, os protagonistas iam embora da casa antes da metade do longa-metragem. A surpresa já era o bastante para deixar o espectador mais atento e com as expectativas mais altas. No segundo filme, a história dos Lamberts continuava com a ausência do pai e com novos acréscimos na mitologia da franquia. O filme passava a ser ainda mais uma homenagem a Poltergeist, de Tobe Hooper e Steven Spielberg, com um homem perdido em seu inconsciente e tentando retornar ao seu verdadeiro plano astral. O terceiro filme acompanhava a doutora Rainier, que havia tido um contato fatal com o demônio do primeiro longa.

O quarto capítulo do filme Sobrenatural: A Última Chave  traz o retorno da mesma doutora Elise Rainier (Lin Shaye), figura frequente da franquia, que agora precisa retornar para a casa que passou a infância para resolver o caso de uma assombração no Novo México. A direção é de Adam Robitel, que escreveu Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma e A Possessão de Deborah Logan – e dirigiu este último. James Wan, como de costume, apadrinha este novo exemplar.