Tecnologia reduz em até 50% a queda de cabelo durante tratamento contra o câncer

Um dos efeitos colaterais mais temidos, especialmente pelas mulheres, é a queda do cabelo

queda de cabelo
Foto: Divulgação

Ouvir a confirmação do diagnóstico de câncer de mama não é um momento fácil. Passar pelo tratamento, que muitas vezes inclui quimioterapia e cirurgia para retirada das mamas, também é um período sofrido e doloroso.

– Quando recebi o diagnóstico pensei que ia morrer, achei que a morte estava na minha porta – conta Roberta Maas, que se manteve firme pelas filhas:

– Fiquei de luto comigo mesma, mas aos poucos fui reorganizando meus pensamentos, fui me reconstruindo. Com tudo o que aconteceu percebi que, de certa forma, ganhei uma nova chance de viver e tentar ser uma pessoa melhor.

Além de toda a situação clínica da paciente, as questões emocionais precisam ser tratadas, sejam elas por consequências físicas ou psicológicas. Por isso, nos últimos anos, melhorias nas medicações, evoluções no sistema de tratamento e novas pesquisas sobre o câncer têm apresentado outras formas de se passar pela doença trazendo menos dificuldades e maior qualidade de vida ao paciente.

Um dos efeitos colaterais mais temidos, especialmente pelas mulheres, é a queda do cabelo. Contudo, uma nova tecnologia vem sendo utilizada simultaneamente às sessões de quimioterapia diminuindo em até 50% a alopecia durante o tratamento.

Equipamento para resfriamento da cabeça

A touca inglesa, sistema criado no Reino Unido, consiste em um equipamento para resfriamento da cabeça que é usado antes, durante e depois da aplicação da quimioterapia. Em Santa Catarina, a única cidade que tem esse sistema é Joinville. Uma máquina ligada a uma touca especial resfria o couro cabeludo do paciente a uma temperatura entre 18ºC e 22ºC, o que permite a menor absorção dos fármacos nessa região e, por isso, diminui a queda do cabelo.

Por ser um equipamento médico, estudos garantem a segurança do paciente e a eficácia do tratamento, sendo o único no Brasil com aprovação da FDA (agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos) e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Após passar pelo tratamento do câncer de mama em 2016, ao saber que a doença voltou, a consultora de RH Claudia Henn Prestini, de 37 anos, ficou muito abalada. Na época, raspou os cabelos antes mesmo de começarem a cair. Desta vez, as quatro sessões de quimioterapia estão sendo acompanhadas pelo tratamento da touca inglesa.

– Tem sido bem mais fácil passar por isso, pois ainda vejo meus cabelos. Estou emocionalmente abalada por conta da doença, mas minha autoestima permanece – conta.

Autoestima para enfrentar o tratamento

A queda de cabelo causa danos que vão muito além do aspecto visual nos pacientes. As consequências são graves e estão ligadas diretamente a problemas de autoestima, depressão e, em alguns casos, até desistência do tratamento.

Para o oncologista do C.H.O, Dr. Celio Kussumoto, a utilização do sistema de resfriamento é um diferencial durante a quimioterapia.

– Passar pelo tratamento com a possibilidade de prevenir ou minimizar a queda dos cabelos é uma mudança que causa impacto. Com a manutenção dos mesmos, especialmente em mulheres, ocorre uma elevação da autoestima e isso auxilia os pacientes a enfrentarem o tratamento – destaca.

Quer saber mais sobre essa tecnologia? Acesse o site do C.H.O.

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