Nem muito, nem pouco: estudo indica o tempo de sono ideal para a saúde

Tanto pessoas que dormem mais do que oito horas quanto as que dormem menos do que seis são mais propensas a desenvolver doenças cardíacas, aponta pesquisa

Foto: Alexandra Gorn

Um estudo realizado pelo Centro de Cirurgias Cardíacas Onassis, na Grécia, indicou que moderação é palavra-chave para uma noite de sono ser bem aproveitada. Tanto a privação de sono quanto horas dormidas em excesso podem afetar a saúde do coração. As informações são da revista Galileu.

— Passamos um tempo de nossas vidas dormindo, mas pouco sabemos sobre o impacto dessa necessidade biológica em nosso sistema cardiovascular — afirmou a cardiologista e autora do estudo Epameinondas Fountas.

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Fountas e a equipe pesquisadora investigaram a relação entre as horas dormidas e doenças cardiovasculares combinando os resultados de outros 11 estudos sobre o mesmo tema com mais de um milhão de adultos que não são portadores da doença.

As pessoas foram divididas em dois grupos: no primeiro, elas tinham sono de curta duração (menos de seis horas). No segundo, estavam aquelas com sono de longa duração (mais de oito horas). Logo após, os dois grupos foram comparados a um outro tido como referencial, composto por pessoas que dormiam de seis a oito horas por dia.

Os pesquisadores descobriram que tanto as pessoas que dormiam mais quanto as que dormiam menos tinham riscos de desenvolver doenças coronarianas. O ideal, portanto, é que se fique em um meio termo dos dois.

— Nossas descobertas sugerem que muito ou pouco sono podem ser ruins para o coração. Mais pesquisas serão necessárias para esclarecer exatamente o porquê, mas sabemos que o sono influencia em processos biológicos, como a metabolização da glicose, pressão arteriais e inflamação, os quais têm um impacto sobre a doença cardiovascular — informou a pesquisadora.

Algumas dicas podem ser úteis para que se adquira o hábito de dormir entre seis e oito horas por noite, como praticar exercícios físicos, evitar ingerir bebidas alcoólicas e cafeína antes de deitar, além de uma alimentação saudável e balanceada.  Ir para a cama e acordar sempre no mesmo horário também pode ajudar.