Você sabe a diferença entre peeling estético e químico?

Dermatologista dá orientações sobre o procedimento estético que dispara nos consultórios com a chegada do inverno

Foto: Susi Padilha, BD

Com a chegada do inverno, a procura por tratamentos estéticos aumenta consideravelmente. Esta é a época mais indicada, especialmente para os procedimentos que exigem zero exposição ao sol, caso do peeling, que tem o objetivo de renovar a pele utilizando ácidos.

De acordo com Dra. Ana Carolina Barreto Ferreira, médica graduada pela Universidade do Sul de Santa Catarina, especializada em Alergia e Imunologia e em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, há diferenças entre os peelings estético e químico.
— O estético pode ser realizado por profissionais de estética sem formação médica e proporciona uma ação de renovação. Esteticistas estão indicados a realizar peeling com até 20% de concentração de ácido glicólico. Este tipo atinge apenas a epiderme, que é a camada mais superficial da pele, deixando-a mais vistosa e iluminada, mas não provoca grandes alterações, como a remoção de manchas, por exemplo. Já o químico tem concentrações maiores de ácido e penetra na derme, camada mais profunda da pele. Este procedimento clareia manchas e reestrutura rugas e cicatrizes, porém, provoca mais descamação da pele, dor durante o procedimento e exige pausa maior na vida social devido a proibição de exposição ao sol (entre 7 e 15 dias). O peeling químico deve ser aplicado exclusivamente por médicos habilitados por ser mais agressivo que os demais — explica a especialista.

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Foto: Reprodução Pixabay

A dermatologista reforça que pessoas com alergias e problemas dermatológicos devem sempre buscar orientação médica antes de realizar o procedimento, independente do tipo de peeling que deseja realizar.
— Não há contra-indicação direta em relação a nenhum tipo. Mas pessoas com doenças de pele como psoríase, melasma, acne ativa e alergias devem buscar uma avaliação médica. Peelings podem funcionar como procedimento renovador da pele, ou como gatilho para o surgimento de doenças. Exemplo disso é o melasma. O peeling é uma das formas de tratar o problema, mas dependendo do grau da doença, o procedimento pode até piorar o quadro — explica ela.

Segundo a especialista, os efeitos causados por um peeling mal feito pode gerar algumas dores de cabeça.
— Cicatrizes, piora das manchas, das doenças de pele e de alergias podem decorrer de um procedimento inadequado. Neste contexto, os problemas mais comuns são as manchas hipocrômicas (manchas claras em pessoas de pele mais escura), e as hipercrômicas (manchas escuras em tonalidades de pele mais claras). Vale lembrar que muitos danos são irreversíveis — encerra a dermatologista.