Você sabe o que é transição capilar? Veja dicas de como passar pelo processo

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Gika Portella encarou o processo. Foto: Marco Favero

Nunca se falou tanto sobre transição capilar. Há alguns anos, quem tinha cabelos cacheados ou crespos costumava fazer alisamentos, e poucas mulheres assumiam os fios naturais. Com a recente popularização de canais voltados ao feminismo, empoderamento e aceitação, principalmente no Youtube, muitas mulheres passaram a se sentir mais seguras para revelar sua beleza inata.

Transição capilar nada mais é que parar de fazer tratamentos alisantes, abandonar a química e encarar um processo que resulta na volta dos cabelos naturais. Famosas como Alicia Keys, a Miss Brasil 2017 Monalysa Alcântara, Taís Araújo e Kéfera Buchmann já passaram pelo procedimento.

O método consiste, basicamente, em cortar a parte alisada e deixar os fios crescerem como eles são. Há quem prefira ir cortando de pouco em pouco, mas neste caso é preciso lidar com duas texturas diferentes de cabelo por um tempo, o que exige paciência.

Já outras preferem encarar o famoso big chop, ou grande corte, que consiste em cortar todo o cabelo alisado de uma só vez. Se realizado no começo da transição capilar, isso quer dizer que a mulher vai deixá-lo bem curtinho e então esperar ele crescer ao natural. Neste caso, a dica é cortar depois de alguns meses de transição, quando já for possível ver os cabelos ganhando forma na raiz.

A duração varia de acordo com o tipo de cabelo, mas o processo completo pode durar meses ou anos, principalmente para aquelas que preferem não fazer o corte. É uma jornada longa, mas quem passou garante que vale a pena:

— Há dois anos assumi os cachos. Agora não consigo nem alisar mais, não me vejo voltando para a progressiva — conta Gika Portella, paranaense radicada em Florianópolis.

Aos 29 anos, ela alisou os cabelos durante seis deles. Começou pela praticidade – ela já tinha o costume de escová-lo e passar a chapinha, e decidiu passar pelo procedimento químico para ter menos trabalho no dia a dia. A decisão coincidiu com sua mudança para a Capital catarinense, para onde veio estudar design de moda.

— O alisamento ajudou, porque eu só secava o cabelo e estava pronta. Mas como eu mudo muito a cor, comecei a ficar com corte químico (quando, por causa do excesso de procedimentos, o cabelo enfraquece e cai). Passei a ver que deixar enrolado dá menos trabalho do que ficar fazendo progressiva. É só lavar, passar creme e deu. Acho que, mesmo se não tivesse danificado meu cabelo, iria tomar a decisão de voltar para os cachos.

Gika e o cabeleireiro Luis Alberto. Foto: Marco Favero

Para Luis Alberto, cabeleireiro do Lady & Lord do Floripa Shopping, a tendência de deixar os fios naturais é crescente:

— Minhas clientes estão cansadas de progressivas, e algumas até da coloração. Menos do loiro, que parece que está sempre em alta. Mas cada vez menos estamos fazendo a química. Foi um boom há alguns anos, mas passou. Muitas clientes que voltam de viagem percebem que lá fora as mulheres usam cada vez mais cabelos naturais, investindo mais em cortes e tratamentos. Isso é uma tendência muito forte — acredita o profissional.

Para o cabeleireiro, o maior desafio do processo de transição capilar é administrar a raiz natural e as pontas alisadas. Para quem não quer fazer o big chop, a dica é fazer escova diariamente para diminuir o contraste de texturas. A pessoa também deve ficar atenta e usar produtos específicos para cabelos com alisamento nas pontas, mesmo que a intenção seja cortá-las depois.

— Às vezes, a ponta passou por um processo químico em cima do outro, então ela nunca mais vai voltar a ser cacheada. O big chop é muito legal. Às vezes, a raiz não está tão grande assim, então é preciso cortar muito curto porque a pessoa não tem paciência para deixar ela crescer mais. Mas se ela tem um rosto que combina com curto, o big chop é a melhor opção — sugere o cabeleireiro.

Foto: Marco Favero

Transição em busca da identidade

A maquiadora Claudia Machado Fernandes, 27 anos, preferiu não encarar o big chop. Ela decidiu parar com a química há cerca de três anos. Desde então, faz escova e chapinha diariamente enquanto espera os cachos crescerem até o comprimento que ela deseja.

— Decidi parar porque achava que era muito trabalho ficar toda hora fazendo alisamento na raiz. Não me identificava, e vi que não era todo mundo que tinha que ter o cabelo liso. Mas ainda é difícil me aceitar com cachos. Pensei várias vezes em desistir — revela.

Claudia alisava os fios desde os 10 anos. Para ela, é mais que uma questão sobre que tipo de cabelo dá mais ou menos trabalho para cuidar no dia a dia.

—  Como faço desde os 10 anos, sempre fui lisa. Tenho a pele clara mas meu fio é afro, pois minha mãe é negra. É sobre identidade mesmo. Agora eu já acho bonito o cabelo com cachos, coisa que antes não. Mas ainda não me vejo. É um processo que aos poucos estou começando a aceitar. Vai ser uma mudança radical, como nascer outra pessoa.

No caso de Claudia, o processo de transição tem sido mais longo porque o cabelo cacheado e crespo, por causa do encaracolado, dá a impressão de que demora mais para crescer. É o tal do fator encolhimento, quando o fio parece menor do que é – mas, na verdade, ele cresce normalmente. Como este tipo de cabelo é naturalmente mais ressecado e fino que outros, o cabeleireiro Luis Alberto também indica alguns cuidados extras, como usar máscaras de tratamento para hidratá-lo.

— Para não lavar todo dia, tem que umidificar o cabelo e passar leave-in para formar o cacho de novo, sempre amassando. E lembrar de tirar as pontas regularmente. Tratamento é importante, mas não evita ponta dupla – finaliza.

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