Conheça a Transilvânia, na Romênia, o país dos vampiros

Um dos atrativos é o Bran Castle, o castelo que inspirou a lenda do Vampiro Drácula, escrita por Bram Stoke

Castelo de Bran (Fotos: Loco por Vino)

Chegamos à Transilvânia, na Romênia, pela cidade de Bucareste, que guarda a história de Mr. Vlad, mais conhecido como Conde Drácula. A paisagem da Bulgária até a Romênia é amarela — um mar de girassóis.

Em Bucareste, não fizemos degustações de vinho, pois estávamos infiltrados na quantidade de história da cidade e tentando entender melhor sobre as uvas cultivadas há mais de 6 mil anos neste lindo país.

Um dos atrativos é o Bran Castle, o castelo que inspirou a lenda do Vampiro Drácula, escrita por Bram Stoker. Também está na cidade a ruína da casa de Vlad, que realmente era chamado de Drácula. Ele nasceu na Transilvânia em 1431.

Sendo a sexta maior produtora de vinhos na Europa, a Romênia faz a alegria dos sommeliers com suas uvas indígenas e excelente performance nas variações mais conhecidas, com destaque a Merlot e Chardonnay.

As uvas mais cultivadas na Romênia são:

Brancas – Fetească Albă, Fetească Regală, Riesling, Aligoté, Sauvignon, Muscat, Pinot Gris, Chardonnay, Tămâioasă Românească, Grasă de Cotnari, Galbenă de Odobești.

Tintas – Cabernet Sauvignon, Băbească Neagră, Fetească Neagră, Pinot Noir, Busuioacă de Bohotin.

O nosso primeiro wine tasting foi na linda cidade de Brasov, em um wine bar chamado Terroir Boutique du vin.

Lá provamos duas brancas, não muito comuns, chamadas Cramposie e Sarba. A primeira com forte acidez e minerais. A segunda mais fácil de tomar, lembrando um chardonay não envelhecido.

Provamos também três tintas. Feteasca neagra, com um tanino bem afiado, estrutura forte, com final apimentado e defumado. Depois degustamos um Merlot bem balanceado, ideal para os amantes de um Bordeaux de Pomerol. Por fim a Negru de Dragasani, variedade fresca e frutada.

De Brasov fomos à linda Sibiu, que assim como em toda Transilvânia, possui uma culinária perfeita para os vinhos tintos: muita carne! Pratos com carne são bons, bonitos e baratos.

Logo após o comunismo, quando as empresas ficavam em poder do governo, alguns empresários começaram a produzir um pão grelhado, de fermento doce, coberto com açúcar, chocolate ou nozes. É o famoso Kurtos kalacs. Também conhecido como bolo chaminé, essa massa oca pode ser encontrada em cada esquina desta região da Romênia.

De Sibiu, passamos por Alba Lulia, até chegar em Timissoara, onde visitamos a vinícola Cramele Recas.

Chegamos até esta vinícola por indicação de um tio. Meu primo passeava pelos Estados Unidos e queria levar um Pinot Noir da Califórnia que eu tinha enviado para o Brasil alguns anos atrás. O vendedor falou que o tal californiano estava em falta, porém indicava um romeno excelente, parecido com o que ele procurava. Mas romeno? Pois é, ele arriscou, meu tio provou e adorou! Resultado… Lá foram os winehunters do Locoporvino provar estes romenos, que só chegam na América Latina se comprados em outros países.

Em Cramele, estavam nos esperando para uma degustação comentada e para um tour nas instalações da empresa. Tudo muito organizado, com estrutura comparável aos grandes franceses.

O Pinot Noir realmente é especial. Bem achocolatado e com toques de caramelo, fácil de beber e não tem erro para os paladares mais sensíveis.

A Feteasca Neagra, a uva mais antiga da Romênia, possui uma intensa cor vermelha, bem estruturada, com 12% a 14% de álcool, produz vinhos excelentes, considerados os melhores do país.

A surpresa da degustação foi o branco Fetească Regală, muito aromático e um retrogosto mineral. Esta uva, com boa acidez, foi criada em 1930 e hoje é a mais cultivada na Romênia.

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