Três provas de que as dietas “milagrosas” não funcionam

Maioria das pessoas que fazem esse tipo de dieta acaba recuperando o peso anterior em pouco tempo, o chamado "efeito sanfona"

Dietas com restrições de alimentos podem causar prejuízos à saúde. Foto: Pexels / Divulgação

Não comer carboidrato e nem alimentos que contenham glúten ou passar dias consumindo apenas proteínas. Quem nunca iniciou uma dieta assim, altamente restritiva, na tentativa de perder uns quilos e ter um “corpo perfeito” em pouco tempo?

Segundo Gladia Bernardi, autora do best-seller Código Secreto do Emagrecimento, além de prejudicarem a saúde, essas “dietas milagrosas”, como são chamadas pelo Ministério da Saúde, são um risco à saúde e não provocam um resultado definitivo, já que a maioria das pessoas acaba recuperando o peso anterior em pouco tempo, o chamado “efeito sanfona”.

Abaixo, ela explica em três tópicos por que as dietas “milagrosas”, na verdade, não dão certo:

Elas apontam  alguns alimentos como “vilões”

As  dietas “da moda” muitas vezes baseiam-se em um único grupo ou tipo de alimento – como a da sopa, da proteína, do ovo, entre outras. Isso faz com que alguns grupos alimentares, como os carboidratos, sejam vistos como “vilões” do emagrecimento.

Em comum, todos esses regimes estimulam uma  estratégia perigosa: uma drástica redução calórica e de nutrientes.

– Essa estratégia provoca uma imensa perda de peso, mas isso corresponde a um emagrecimento e qualidade de vida falsos, já que, muitas vezes, deixamos de ingerir alimentos como arroz, batata e pão, ao mesmo tempo em que há um consumo muitas vezes excessivo de proteína, o que pode prejudicar o organismo de outra forma – alerta Gladia.

Elas causam  mais compulsão alimentar

No  momento em que alguns alimentos passam a ser “proibidos”, a chance de a pessoa ter vontade de comê-los é tão tentadora e cair na compulsão alimentar é um risco ainda maior.

– Ou seja, se a pessoa resolve comer um  pedacinho de chocolate (visto como proibido), acaba pensando que, como já saiu mesmo da dieta, é melhor devorar logo uma barra inteira. Restrições em excesso estimulam a compulsão – explica a especialista.

Segundo  ela, não é preciso deixar de comer um pedaço de chocolate ou uma fatia de pizza com os amigos, mas sim entender que comer é uma necessidade, e que a comida não deve ser sempre a protagonista de toda situação. “No meu livro, ensino o passo a passo para se livrar  dos sentimentos de culpa e entender definitivamente que todos são capazes de emagrecer sem esforço”, comenta.

Elas não são sustentáveis a longo prazo

A verdade é que ninguém aguenta comer apenas um tipo de alimento por semanas ou meses a fio, e pode até mesmo passar mal ou prejudicar seriamente a saúde caso insista em continuar com um cardápio tão restrito.

– Essa é mais uma prova de que aderir a esse tipo de dieta não vale a pena, e sim tratar a questão da obesidade e da compulsão alimentar pela raiz – finaliza Gladia.

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