Santa Catarina recebe em novembro o espetáculo Tributo ao Rei do Pop

Sócios do Clube NSC têm desconto de até 50% na compra do ingresso

Foto: Divulgação

Pelo terceiro ano consecutivo Rodrigo Teaser, um dos mais reconhecidos covers de Michael Jackson da América Latina, traz para Santa Catarina o espetáculo Tributo ao Rei do Pop. Em 2018, o espetáculo chega com sua estrutura completa e passará por Joinville, Criciúma, Tubarão e Florianópolis, nos dias 1º, 2, 3 e 4 de novembro, respectivamente. Sócios do Clube NSC têm desconto de 30% na compra do ingresso antecipado.

Este espetáculo recria toda a estrutura do que seria o retorno de Michael aos palcos, o show This is it. A apresentação traz elementos que faziam parte da produção original idealizada por Michael, como banda ao vivo, bailarinos, efeitos pirotécnicos e especiais, elevador de palco e muito mais. Os arranjos e figurinos são reproduções impecáveis e fiéis aos originais. A coreografia contou com a curadoria de Lavelle Smith, que coreografou e acompanhou Michael por mais de 20 anos.

Por telefone, conversamos com Rodrigo, grande fã de Michael, que já o interpreta há quase 30 anos e viu o cantor ao vivo em 1993, quando ele esteve no Brasil, que contou mais sobre a parceria com Lavelle e outros artistas, e também sobre este espetáculo que roda o Brasil e outros países da América Latina. Confira:

Como começou sua admiração por Michael Jackson?

Minha mãe conta que eu tinha cinco anos quando comecei a dançar e ouvir Michael. Ela percebeu que eu tinha me tornado fã, quando lá nos anos 80 – período que o Michael monopolizava as rádios –, eu sempre pedia para parar na canção. Não tinha ninguém em casa que já fosse fã. Percebendo isso, e vendo que eu passava horas no quarto dançando e cantando as canções do Michael, minha mãe viu aí uma possibilidade de me incentivar a perder a timidez. Acho que começou aí. Minha mãe pensou que assim eu iria socializar mais. Já com nove anos comecei a participar de eventos, concursos e programas infantis.

Como é interpretar um artista tão controverso fora dos palcos?

Eu acho que, na verdade, em uma primeira visão as pessoas enxergam Michael como um artista controverso, mas na realidade ele sempre foi um artista muito transparente. Ele tinha uma questão de timidez fora dos palcos, o que durante muito tempo achei que era um problema, mas hoje eu percebo que não. A timidez é uma coisa do ser humano, independentemente do que ela faça profissionalmente. Então o amor à arte faz a pessoa perder a timidez naquele momento. No caso do Michael, e de outros tantos cantores, a arte nasce de um processo solitário, até ela ganhar o palco e se tornar algo coletivo, ela passa por um processo criativo muito individual.

O que, na trajetória do Michael, mais te encantou?

O fato de ele sempre querer entregar algo perfeito para o público. Ele buscou um ideal de perfeição a vida inteira – que no fundo não existe, porque você atinge e quer mais – mas essa busca dele fez com que, como artista, ele sempre entregasse o melhor para seus fãs. Até hoje alguns números e qualidade técnica de seus shows não foram superados, e é isso que me fascina. Ele estava muito à frente do seu tempo. Hoje, assumidamente, produtores musicais e gravadoras trabalham e apostam em músicas para durar três meses – hit de verão – e estamos falando de um artista que até hoje, mesmo depois de sua morte, as pessoas param para assistir seus clipes e escutar sua história. A motivação dele para fazer isso era só se superar.

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Como você se tornou um dos mais respeitados covers do Rei do Pop na América Latina?

Eu costumo dizer que eu não sou um artista que descobriu que podia imitar o Michael, eu sou um fã que, por imitar o Michael, descobriu que podia ser artista. O meu caminho é o inverso. Para mim a brincadeira sempre foi tentar fazer o mais próximo. Então eu comecei tentando dançar, depois foram os figurinos, até que uma hora, de tanto estudar – aula de canto, dança, iluminação cênica, iluminação de palco – fui percebendo que um artista como Michael é a junção de tudo isso. Era o que tornava os shows dele uma experiência. É isso que ele é. O que me trouxe respeito foi exatamente respeitar e entender esse processo de criação e tentar trazer isso para nossa realidade. Eu tentei trazer para um espetáculo tudo isso: dança, música, luz, efeito, de uma forma honesta e transparente. Eu não estou no palco tentando ser parecido com o Michael, eu deixo muito claro nas apresentações. É um espetáculo de um fã agradecido por esse artista ter mudado a vida dele. É a minha forma de retribuir o que ele fez na minha vida.

Foto: Divulgação

Como reinventar e fazer diferente algo que já foi tão aclamado pelo público?

Eu acho que existem releituras que são incríveis, mas de alguma forma a releitura raramente supera o original. Então eu penso assim, eu sou muito fã do Michael e estudei muito sobre a vida dele, e hoje, graças a Deus – e até por trabalhar com pessoas que foram próximas a ele –, eu vejo como ele prezava pela originalidade do seu trabalho. Ele era muito fiel nas coreografias, arranjos. Então, se ele, que era o criador, tinha esse cuidado, sendo um cover, não posso ter a petulância de mudar algo. A grandiosidade e a proporção, é obvio que isso não é possível repetir, pois estamos falando de um artista que cada vez que elaborava um show, transformava aquele espetáculo em um divisor de águas. Então é nesse aspecto artístico que elaboramos o nosso show, respeitando a originalidade do Michael.

O Tributo ao Rei do Pop é o único show da América Latina com o aval do coreógrafo Lavelle Smith, que acompanhou Michael por mais de 20 anos. O que isso significa para você?

Após uns dois anos da morte de Michael, eu fiz uma busca na internet de pessoas que trabalharam com ele. Enviei mensagem para essas pessoas, como um fã, agradecendo pela contribuição na carreira do meu ídolo. Alguns me responderam e outros nunca retornaram. O Lavalle me respondeu após um ano, nesse momento já tínhamos estreado o show que deu origem ao que viajamos hoje. Nessa ocasião, eu falei para ele do espetáculo e pedi que ele assistisse e desse sua opinião, pois representaria muito para mim. Ele assistiu e me respondeu com uma pergunta: “Quem produziu?”. Eu falei que a produção era minha e da minha esposa, e no começo ele não acreditou, achou que tinha uma grande produtora por trás. Aí eu expliquei que aqui no Brasil é assim, quando você tem vontade de fazer algo, ou você faz – coloca a mão na massa – ou você não conseguirá fazer. Eu falei que era um show que não tem patrocínio e que levou dois anos para ser montado, e foi aí que ele falou que gostaria de fazer parte disso.

Como Lavelle participou desse espetáculo?

Em 2014, ele veio para o Brasil e ficou quase um mês. Diariamente ele acompanhou o espetáculo, me dirigiu, contou histórias, me deixou um acervo de imagens de bastidores do Michael. Com a vinda dele repaginamos o espetáculo e reestreamos o show que hoje apresentamos. Ele inclusive subiu no palco comigo, foi um pedido dele, que desde a morte do Michael não havia subido no palco. Depois dessa releitura fizemos um show ao vivo transmitido pela Multishow, já fizemos também shows no México e Chile, e agora vamos fazer também Peru e Argentina.

Michael era um artista completo e intenso. Como é levar essa energia para o palco?

Para mim é incrível. Tem momentos do show que eu percebo que tem idosos e crianças, todo mundo dançando e curtindo. O que mostra que não tem idade para as pessoas se emocionarem com a trajetória desse artista que foi o Michael. Eu acho que é a questão da arte pura, eu não consigo encontrar uma explicação lógica para numa mesma música uma pessoa de 60 anos chorar e uma criança de cinco anos também. Acho muito especial de alguma forma conseguir proporcionar isso. Não gira em torno da minha pessoa, mas gosto de pensar que por eu ter tido essa ideia de montar esse espetáculo, aquilo está acontecendo, então é muito especial.

 

TRIBUTO AO REI DO POP – RODRIGO TEASER

• 1°/11, ÀS 22H – Teatro da Liga (Rua Jaguaruna, 100, Centro, Joinville)
• 2/11, ÀS 21H – Siso´s Hall (Rodovia Otávio Dassoler, 5.635, Imigrantes, Criciúma)
• 3/11, ÀS 21H – Hangar Eventos (Rua Padre Geraldo Spettmann, 737, Dehon, Tubarão)
• 4/11, ÀS 20H – Teatro Ademir Rosa – CIC (Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, Florianópolis)

Quanto: A partir de R$ 60. DESCONTO DE 30% em Joinville, e 50% em Criciúma, Tubarão e Florianópolis, na compra do ingresso antecipado nos sites Ticketcenter, Blueticket, Minha Entrada e Blueticket, respectivamente.