Trombose após viagens longas: o que aconteceu com o namorado de Fátima Bernardes

De volta de uma viagem à Europa com a apresentadora da Globo, o advogado Túlio Gadêlha foi parar no hospital com o problema também chamado de "síndrome da classe econômica".

Por Camila Kosachenco/ Por GauchaZH 

O advogado Túlio Gadêlha acaba de voltar de uma viagem de férias que fez pela Europa com a namorada, a apresentadora Fátima Bernardes, mas foi surpreendido ao investigar uma dor muscular e descobrir que estava com trombose.

O diagnóstico ocorreu por acaso, já que Túlio havia ido ao hospital, em Recife, para acompanhar seu pai em uma cirurgia e decidiu investigar a causa das dores que vinha sentindo. “O que pensei que fosse uma dor muscular, por conta das caminhadas no frio, mas na verdade se trata de trombose nas fibulares”, contou ele em seus stories no Instagram, na noite de terça-feira (27).

A trombose é a formação de um coágulo sanguíneo dentre de uma veia, e ocorre mais comumente nos membros inferiores, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Regional Rio Grande do Sul (SBACV-RS), Cláudio Nhuch.

O desenvolvimento de um caso pode se dar por vários motivos, entre eles, decorrência de doenças de coagulação, após traumas em que a pessoa precisou ser imobilizada com gesso ou em casos de repouso das pernas, quando não há retorno venoso — por isso ficou conhecida como “síndrome da classe econômica”, uma vez que em viagens longas, nesse assentos, o viajante costuma ter menos espaço para movimentar ou esticar as pernas.

 — Para que o sangue retorne da perna para o coração, ele depende de uma caminhada: do bombeamento dos músculos da panturrilha, e da respiração, que levam o sangue para o tórax — diz Nhuch. — Quando a pessoa fica muito tempo sentada, sem se movimentar, sem se hidratar ou faz uso de bebidas alcoólicas e medicamentos para dormir, ela faz exatamente o contrário do que deveria — alerta o especialista.

A doença pode acarretar em complicação quando um desses coágulos formados nas pernas entra na circulação e vai para o pulmão, ocasionando embolia pulmonar, que pode até provocar a morte.

Como evitar

  • Caminhar a cada duas horas ou movimentar os membros inferiores, flexionando e estendendo os pés.
  • Também é possível fazer uso de meias elásticas de compressão para evitar o problema.

Quem é mais vulnerável

  • Pessoas com histórico familiar de trombose, varizes nas pernas, obesos e gestantes. Geralmente, o problema também acomete pessoas de mais idade.
  • Em jovens com predisposição familiar, o anticoncepcional pode desencadear o problema. Não é que o contraceptivo cause trombose, mas em pessoas predispostas, ele pode ser um fator desencadeante.

Tratamento

  • Feito com anticoagulantes, que são tomados em um período de três a seis meses. Quem teve o problema uma única vez deve usar meias de compressão sempre em voos superiores a seis horas.

*Com informações de Estadão Conteúdo