Versar 12: pessoas normais daquele lugar longínquo e aspiracional chamado TV

“Eu sou uma pessoa normal”. A frase é da moça da capa da Revista do fim de semana, a Micaela Góes. É tão bom quando alguém admirável, que está na TV, aquele lugar longínquo e aspiracional que parece agrupar apenas pessoas especiais (isso é uma bobagem, mas a gente pensa, às vezes), nos lembra: ei, #tamojunto.

Quem assiste ao Santa Ajuda, no GNT, deve compartilhar da sensação de que a Micaela tem um dom especial para organizar coisas. É impressionante como ela pinça a bagunça de maneira objetiva e deixa tudo melhor. Na entrevista que você pode ler aqui, conta que não é obsessiva por organização, que a mesa de trabalho fica desordenada, que faz a linha – olha isso, gente! – deixa acumular para arrumar depois. Assim, nos ensina que tudo passa por atitude, nos lembra que é inerente ao humano a capacidade de mudança e de adaptação.

Somos, certamente, uma das melhores espécies nestes dois quesitos: a partir da consciência da necessidade de mudança, o bicho homem é capaz de fazer diferente; assim como compreender e se acomodar a uma nova realidade.

A Micaela vai além, diz que quando você parar de deixar tudo uma bagunça vai ter qualidade de vida, vai ser “um profissional mais eficiente no sentido de conseguir administrar o seu tempo e as suas tarefas”. A moça da capa é demais, mas não é especial, só descobriu qual é o talento dela e botou todos as fichas nele. TODOS temos.

Já descobriu o seu?

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