Beleza made in SC: Vitor Andrade foi descoberto na rua e brilha nas passarelas

Modelo de Florianópolis foi destaque nas semanas de moda de Milão e São Paulo

vitor andrade
Foto Diórgenes Pandini/Diário Catarinense

Vitor nunca levou muito a sério o conselho do pai de que deveria investir na carreira de modelo. Alto, magro e com traços marcantes, o jovem de 19 anos até gostava da imagem que via no espelho – e se envaidecia ao ouvir a mãe falar que ele era o menino mais bonito do mundo – mas não imaginava que sua beleza e seu porte físico poderiam lhe render dinheiro e levá-lo a cruzar fronteiras tão distantes da sua realidade.

Filho único de uma família simples ele cresceu vendo os pais trabalharem na lanchonete de cachorro-quente na Praia dos Ingleses, norte de Florianópolis. Não gostava muito de estudar, mas tinha uma vontade enorme de conquistar o mundo. Até que aos 16 anos foi abordado por um olheiro de agência no meio da rua. Poderia ser o início daquela história clássica do modelo descoberto por acaso que teve a carreira alavancada da noite para o dia, mas não é essa a realidade em 99% dos casos.

Vitor aceitou meio a contragosto o convite para ir até a agência fazer os testes e no início quase desistiu da proposta porque não queria abandonar a namorada. Depois encarou o desafio de ir para São Paulo, foi emancipado pelos pais, mas os trabalhos demoraram a aparecer e ele sentia saudade de casa. Foi preciso muita paciência e persistência até que as coisas começassem a acontecer.

vitor andrade
Foto Diórgenes Pandini/Diário Catarinense

Três anos depois o jovem de 1,89m de altura, corpo esguio e uma beleza meio andrógina é considerado uma promessa da agência. Tanto que vem conquistando marcas que são referência no universo da moda como a badalada Dolce Gabbana, para quem desfilou na consagrada semana de moda de Milão com direito a foto de destaque na Revista Caras. Entre trabalhos na Itália, Paris e Londres, foram quase quatro meses no exterior.

Recém-chegado ao Brasil foi só o tempo de matar a saudade da família e já arrumar as malas para encarar a maratona na São Paulo Fashion Week, no final do mês passado. Foram mais quatro desfiles e a certeza de que essa é a vida que ele quer. O jovem sabe que ainda tem um longo caminho pela frente, mas pretende investir e quem sabe até se aventurar em outras áreas, como a fotografia. Foi sobre sonhos e realidade que falamos nesse papo descontraído para a Versar que vocês acompanham a seguir:

Como você ingressou na carreira? Foi convidado por alguém?
Sim, eu estava andando no centro de Florianópolis quando um menino me parou e perguntou se eu queria ser modelo, fazer um teste. Na hora eu disse não, estava com pressa, mas ele insistiu, falou para eu fazer a entrevista e resolvi tentar. Eu tinha 16 anos.

Alguém já tinha te falado para investir na profissão?
Já, inclusive meu pai, pelo fato de eu ser alto as pessoas falavam, mas não era algo que eu queria, até porque sempre fui muito tímido. Agora que perdi um pouco da timidez.

Você chegou recentemente do exterior. O que fez por lá?
Eu fiz a temporada de desfiles em Milão, Paris e Londres, fiquei quatro meses no exterior.

vitor andrade
Foto Divulgação

Já tinha viajado para fora do Brasil?
Nunca, na verdade eu só tinha saído de Santa Catarina para ir para São Paulo e como modelo, antes nunca tinha viajado.

Como tem sido essa experiência?
De outro mundo, nunca achei que eu ia viver isso, viajar para fora do Brasil tão cedo assim, foi tudo muito rápido.

Em algum momento pensou em desistir?
Sim, lá no início eu quase desisti por questões pessoais, eu namorava na época, não queria ficar longe, sentia falta da família, tive momentos que não trabalhava e pensava se daria mesmo certo, mas carreira de modelo é bem demorada, tem que ter muita paciência, no final deu tudo certo.

Como os amigos reagem?
Acham que vida de modelo é só vida boa, que tem tudo na mão, também ficam bem felizes, mas tem que ralar, não é nada fácil.

O mercado masculino é mais difícil?
O masculino tem menos modelos, mas também menos trabalho. No caso das meninas tem mais trabalho, mas é bem mais concorrido também. Então nenhum é fácil.

Desfile na São Paulo Fashion Week Foto: Divulgação

Você teve que mudar alguma coisa para se enquadrar no perfil do mercado?
Eu sempre fui bem magro de genética, mas para conseguir mais trabalhos tenho que malhar, ficar mais definido, esse é o perfil que trabalha tanto comercial quanto fashion, que faz passarela. Também tive que começar a me adaptar para tirar fotos, perder a vergonha, fazer pose, lá fora o pessoal não tem muita paciência, te botam na frente da câmera e você tem que se virar.

Qual a parte chata da profissão?
Agora é ter que viajar toda hora. Em uma semana viajei quatro vezes, é muito cansativo, tem hora que você quer parar um pouco, mas todo trabalho é cansativo, né?

Sente falta de casa?
Muita, da comida da mamãe, agora tenho que me virar, não tem mais a comidinha na mesa, tudo isso tive que me adaptar.

Quais os planos para o futuro?
Quero seguir na carreira, eu gosto de modelar, virou uma paixão pra mim, faço com toda a minha vontade e quero um futuro com a moda. Penso até em ser fotógrafo, alguma coisa dentro da moda, que eu gostei bastante.

vitor andrade
Foto Divulgação

Raio X
Nome completo: João Vitor Rauschkolb de Andrade
Idade: 19 anos
Natural de: Florianópolis
Altura: 1,89m

Assista ao vídeo com a entrevista:

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