Vocês, que tiveram pais, me digam…

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Divulgação Pexels

Você se lembra da risada do seu pai? Você se lembra das vezes que ele jogou você pra cima? Ele era brincalhão? Piadista? Tinha a cara fechada? Como era receber cócegas no sofá? Como era chegar em casa e saber que ele estava lá? Como era receber abraços? Como é assistir um filme abraçado ao seu pai? É como ter um gigante protetor ao seu lado? Como é ouvir: “eu te amo, filha”? Vocês, que tiveram pais, me digam.

Espalhem suas fotos. Espalhem declarações de amor. “Este é o melhor pai do mundo”. “Meu pai não está mais aqui mas agradeço tudo o que fez por mim”. “Por anos eu não soube como dizer, mas aqui vai: eu te amo, pai”. “Este é meu eterno papaizão”. Não importa sua idade, nunca tenha vergonha de chamar seu pai de “papai”. É uma pequena gentileza. Nos faz sentir um herói.
Dêem o nome certo para as coisas. Se foi criado pelo padrasto, chame-o de “pai”. Se foi criado pela mãe, agradeça por tudo neste domingo. Se já perdeu seus pais, perdoe-os. Se você ainda tenta contato com seu pai, mande este texto.
Pais são, muitas vezes, indecifráveis. Quietos. Não sabem o que fazer conosco. Não sabem por onde começar. São, no fundo, crianças. Somos todos crianças tentando acertar.
Como é rir alto com seu pai? Como é segurar sua mão? Como é dormir na barriga de um pai? Como é ouvir conselhos? Como é perdê-lo? Me digam. Vocês que tiveram pais. Me digam.

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