Vontade de reconectar a família impacta na decoração da sala de estar

Um estar para todos - Foto Mariana Boro

Equipamentos eletrônicos, móveis modulares e conforto ajudam a reunir a família – Foto Mariana Boro, Divulgação 

Famílias menores, apartamentos pequenos e uma vontade de manter todos juntos. Se a tecnologia tornou as pessoas em ilhas, há quem venha no sentido contrário, tentando unir e reconectar os laços familiares e isso tem impactado na decoração e arquitetura.

A psicóloga Rosamaria Areal, de Florianópolis, conta que o hábito de receber em casa tem ganhado cada vez mais força. Com isso, faz sentido que a sala de estar se torne um dos pontos principais dos lares.

— Houve um tempo em que as salas eram somente para receber as visitas. Esses ambientes eram um lugar onde as crianças não podiam entrar. Hoje há uma vontade de incluir os filhos nas atividades, com isso, a sala de estar ganha um papel importante — explica a psicóloga.

Isso tem aparecido nos projetos desenvolvidos para jovens pais. A arquiteta Rosane Girardi acredita que a decoração tem acompanhado este comportamento. O ambiente mais social da casa está cada vez mais despojado, ideal para que as crianças possam brincar e onde podem socializar com os adultos.

A sala é o destaque

A sala pode ser o grande destaque da casa, com grandes sofás modulares que podem ser adaptados conforme a rotina da família muda. Outro ponto interessante é investir em objetos que remetam à história dos moradores, como uma cadeira de balanço, por exemplo. A ideia é acolher e tornar a casa ainda mais confortável para todos.

— A mesa de jantar no mesmo espaço onde está o sofá e os eletrônicos ajuda a reunir a família. O ideal é que os quartos já não tenham mais tantos equipamentos eletrônicos e que tudo esteja na sala de estar para que haja interação — explica Rosane.

Também arquiteta, Ana Trevisan é mãe de Ana Luiza, de três anos, e conta que tenta com que a filha participe de várias atividades com ela — desde que apropriadas para a idade da pequena. Ela percebe que há um movimento de pais que querem que os filhos vivam experiências e estejam próximos da família.

— Mudou o comportamento das famílias. Não são todas que controlam o uso de eletrônicos, como tablets e celulares, pelas crianças, mas vejo que há pais mais preocupados com que os filhos brinquem e estejam presentes — explica Ana.

Para a psicóloga Eliane Araújo, a convivência dos pequenos com os adultos é saudável para a família. Por isso, é importante que os pais estejam dispostos a participar das atividades e brincadeiras.

— Criatividade é fundamental. É fato que as crianças preferem sempre as brincadeiras a um equipamento eletrônico, e é bom que os pais saibam que isso é muito importante para o desenvolvimento delas. Da mesma forma ocorre com os adolescentes. Muitos pais não conhecem a rotina dos filhos, quando todos estão juntos, é o momento de troca — completa.

Mesa de jantar pode virar um local para jogos – Foto Mariana Boro

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